Calculadora de Custo de Funcionário
A Calculadora de Custo de Funcionário revela o custo total real de contratar um empregado CLT. Além do salário bruto, o empregador precisa arcar com INSS patronal (20%), FGTS (8%), Sistema S (aproximadamente 5,8%), seguro acidente de trabalho, 13º e férias. O custo final costuma ser entre 1,7x e 2x o salário bruto.
Essa calculadora é fundamental para empresários e gestores que precisam precificar serviços corretamente, tomar decisões de contratação, comparar CLT com a terceirização, ou entender por que o custo de pessoal pesa tanto no faturamento de uma empresa. Subestimar esse custo é um dos erros mais comuns em pequenos negócios.
A ferramenta é também útil para trabalhadores CLT que querem entender quanto o empregador gasta com eles de fato — uma informação relevante na hora de negociar salário ou discutir a viabilidade de uma conversão para PJ.
Como funciona o custo real de um funcionário CLT para o empregador?
Contratar um trabalhador CLT custa muito mais do que o salário combinado. O empregador arca com encargos previdenciários patronais (INSS patronal: 20% + RAT + terceiros — total ~28%), FGTS (8%), provisões de 13º (8,33%), férias + 1/3 (11,11%) e eventuais benefícios (VT, VR/VA, plano de saúde). No total, o custo real de um funcionário representa entre 1,6× e 1,8× o salário bruto negociado — sem contar benefícios adicionais.
Para micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional, parte dos encargos está embutida no DAS, mas o FGTS (8%) e as provisões de férias e 13º continuam integrais. O custo efetivo pelo Simples é geralmente menor — em torno de 1,5× o salário bruto —, mas varia conforme a atividade e o anexo tributário.
Fórmula
(regime geral, sem benefícios adicionais)
Exemplo prático
Salário bruto negociado: R$ 5.000,00 | Regime Geral (Lucro Presumido)
| Encargo | Base | Alíquota | Custo mensal |
|---|---|---|---|
| INSS Patronal | R$ 5.000 | 20% | R$ 1.000,00 |
| RAT (risco médio) | R$ 5.000 | 2% | R$ 100,00 |
| Terceiros (SENAI/SESC etc.) | R$ 5.000 | 5,8% | R$ 290,00 |
| FGTS | R$ 5.000 | 8% | R$ 400,00 |
| Provisão 13º (1/12) | R$ 5.000 | 8,33% | R$ 416,50 |
| Provisão férias + 1/3 (1/11) | R$ 5.000 | 11,11% | R$ 555,50 |
| Subtotal encargos | R$ 2.762,00 | ||
| Custo total (sem benefícios) | R$ 7.762,00 |
Fator multiplicador efetivo: 1,55× (sem terceiros pelo Simples) a 1,68× (regime geral).
Dicas
- Negocie salário líquido, pague bruto: ao apresentar proposta a um candidato, calcule o bruto que resulta no líquido desejado. Isso evita surpresas e é mais transparente para o colaborador.
- PJ pode reduzir custo em 30–40%: contratar via PJ elimina INSS patronal, 13º e férias. Mas exige atenção à pejotização (vínculo empregatício disfarçado), que gera passivo trabalhista significativo.
- RAT varia por risco: atividades de risco alto (construção, mineração) pagam 3% de RAT. Risco baixo (escritório): 1%. Verifique o CNAE correto da empresa para não pagar a mais.
- Benefícios têm impacto tributário: VR e VA são dedutíveis do IRPJ/CSLL para a empresa. Vale transporte é custo com isenção previdenciária. Estruture o pacote de benefícios para maximizar eficiência fiscal.