
Empréstimo pessoal: onde é mais barato e o que comparar
Compare taxas de empréstimo pessoal entre bancos, fintechs e cooperativas. Saiba exatamente o que analisar para pagar menos juros.
Empréstimo pessoal: onde é mais barato é o que comparar antes de assinar
Dinheiro curto, conta chegando e aquela sensação de "preciso resolver isso agora". Seja um conserto no carro, uma emergência médica ou uma reforma que não dá mais para adiar, o empréstimo pessoal é o caminho mais rápido para muita gente. O problema? A diferença de custo entre um banco e outro pode ser absurda — estamos falando de taxas que vão de 1,5% a 10% ao mês. Escolher errado significa jogar dinheiro fora por anos.
Montei este guia para você entender onde procurar, o que realmente importa na comparação é como evitar armadilhas que encarecem o crédito sem você perceber.
Tipos de instituições que oferecem empréstimo pessoal
Bancos tradicionais
Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Caixa, Santander — os grandões. As taxas dependem muito do seu relacionamento com o banco. Quem recebe salário na instituição, tem investimentos ou movimenta a conta com frequência costuma conseguir condições bem melhores do que quem aparece do nada pedindo crédito.
Taxas típicas: 2,5% a 7% ao mês
Bancos digitais e fintechs
Nubank, Inter, C6 Bank, PicPay e companhia. Por operarem com estruturas mais enxutas, geralmente conseguem oferecer taxas mais competitivas. A contratação é 100% pelo app, sem fila de agência e sem papelada.
Taxas típicas: 1,8% a 5% ao mês
Cooperativas de crédito
Aqui mora um segredo que pouca gente conhece. Cooperativas como Sicoob, Sicredi e Unicred frequentemente oferecem as melhores taxas do mercado. Como não visam lucro da mesma forma que bancos comerciais, parte das sobras volta para os cooperados. Se você tem acesso a uma cooperativa, vale muito a pena cotar.
Taxas típicas: 1,5% a 4% ao mês
Empresas de crédito pessoal online
Creditas, Geru, BV — plataformas que fazem análise de crédito digital e liberam o dinheiro rápido. As taxas variam bastante conforme o perfil de risco e se o empréstimo tem ou não garantia.
Taxas típicas: 2% a 8% ao mês
Correspondentes bancários
São intermediários que fazem o meio-campo entre você e os bancos. Podem facilitar o acesso ao crédito, mas as taxas tendem a ser mais salgadas porque incluem a comissão do correspondente. Só recorra a eles se não conseguir crédito nos canais diretos.
Taxas típicas: 3% a 9% ao mês
O que comparar: CET, não apenas a taxa de juros
Esse é o erro número um de quem busca crédito: olhar só a taxa de juros mensal e achar que encontrou o melhor negócio. O indicador correto é o CET (Custo Efetivo Total), que embute tudo o que você vai pagar de verdade:
- Taxa de juros nominal
- TAC ou tarifa de cadastro (quando cobrada)
- IOF
- Seguros obrigatórios
- Tarifas de manutenção
Duas propostas com a mesma taxa de juros podem ter CET completamente diferentes. Por lei, toda instituição é obrigada a informar o CET antes da contratação — exija essa informação.
Exemplo que abre os olhos
| Banco | Taxa mensal | CET mensal | Parcela (R$ 10.000 em 24x) |
|---|---|---|---|
| Banco A | 2,50% | 3,10% | R$ 580 |
| Banco B | 2,80% | 2,95% | R$ 572 |
| Banco C | 2,20% | 3,40% | R$ 595 |
Repare: o Banco B tem a maior taxa nominal, mas o menor CET — cobra menos tarifas escondidas. O Banco C, que parece o mais barato pela taxa, na verdade é o mais caro quando você soma tudo. Neste caso, o Banco B é a melhor opção e economiza R$ 552 ao longo do contrato em relação ao Banco C.
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Fatores que influenciam a taxa que você vai pagar
Score de crédito
Seu score funciona como um boletim financeiro. Quanto mais alta a pontuação, menos risco você representa — e menos juros paga. Manter contas em dia, ativar o Cadastro Positivo e não estourar o cartão de crédito são atitudes que melhoram essa nota ao longo do tempo.
Relacionamento com a instituição
Bancos adoram clientes que eles já conhecem. Se você recebe salário ali, tem investimentos ou é correntista antigo, o risco percebido é menor. Na prática, isso se traduz em taxas preferenciais que podem ser 30% a 50% mais baixas que as oferecidas para quem chega "de fora".
Garantia
Oferecer um bem como garantia muda completamente o jogo:
- Sem garantia: 2% a 8% ao mês
- Com garantia de veículo: 1,5% a 3% ao mês
- Com garantia de imóvel: 1% a 2% ao mês
- Com garantia de investimentos: 0,8% a 1,5% ao mês
Um empréstimo de R$ 50.000 a 2% ao mês por 36 meses gera mais de R$ 20.000 em juros. O mesmo valor com garantia de imóvel a 1,2% ao mês sai por menos de R$ 12.000 em juros. A economia é brutal.
Prazo
Parcela menor é tentadora, mas cuidado: prazo mais longo significa pagar muito mais juros no total. Um empréstimo de R$ 10.000 a 2% ao mês em 12 parcelas custa cerca de R$ 1.340 em juros. O mesmo valor em 36 parcelas? Quase R$ 4.600 de juros. Parcela menor, custo total maior.
Valor do empréstimo
Empréstimos abaixo de R$ 1.000 costumam ter taxas proporcionalmente maiores. O custo operacional do banco não muda muito entre liberar R$ 500 ou R$ 5.000, então o percentual cobrado nos valores menores acaba pesando mais.
Como conseguir a melhor taxa na prática
1. Pesquise em pelo menos 5 instituições
Regra de ouro. Não aceite a primeira oferta que aparecer no app. Simule em bancos tradicionais, digitais, cooperativas e fintechs. A diferença pode ser gritante.
2. Use o Registrato do Banco Central
O Registrato é um sistema gratuito do BC que mostra todas as suas relações bancárias, empréstimos ativos e chaves Pix. Ótimo para ter uma visão completa da sua situação antes de pedir crédito.
3. Negocie com cara de pau
Recebeu uma proposta de 2,5% ao mês? Ligue para o concorrente e diga que tem essa oferta. Bancos cobrem propostas de rivais com frequência. Já vi gente baixar a taxa em 0,5 ponto percentual só pedindo — isso representa milhares de reais em contratos longos.
4. Considere o consignado
Servidor público, aposentado ou CLT? O empréstimo consignado (descontado em folha) tem as menores taxas do mercado. Em abril de 2026, as taxas giram em torno de 1,5% a 2,5% ao mês — metade do que muitos empréstimos pessoais cobram. Verifique se sua empresa tem convênio.
5. Ofereça garantia quando possível
Veículo quitado, CDB, Tesouro Direto — qualquer um desses pode servir como garantia e derrubar a taxa de forma considerável. Vale a pena avaliar.
6. Melhore seu score antes de pedir
Se não há urgência, invista 2 a 3 meses melhorando seu perfil: pague tudo em dia, reduza o uso do cartão de crédito e atualize seus dados nos birôs. A diferença de score pode representar 1 a 2 pontos percentuais na taxa — o que em um empréstimo de R$ 20.000 são vários milhares de reais.
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Cuidados que salvam dinheiro (e dor de cabeça)
- Leia o contrato inteiro: sim, aquele PDF chato. Verifique cláusulas de vencimento antecipado, multa por atraso e condições de quitação
- Confirme o CET final: o valor pode mudar entre a simulação é a contratação — fique atento
- Verifique a tarifa de liberação: alguns bancos cobram para fazer o Pix ou TED do dinheiro emprestado
- Atenção com seguros embutidos: verifique se há seguros facultativos incluídos automaticamente. Você tem direito de recusar
- Desconfie de taxa "boa demais": proposta muito abaixo do mercado pode esconder cobranças ocultas ou, pior, ser golpe
Calcule o impacto antes de contratar
Para comparar o custo real de diferentes propostas de crédito e entender quanto vai pagar de juros no total, use a calculadora de Crédito Rotativo da Numerando. Simule cenários diferentes antes de assinar qualquer coisa.
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Perguntas frequentes
Empréstimo pessoal afeta meu score de crédito?
A consulta de crédito (feita quando você solicita) pode impactar levemente seu score por alguns meses. Mas se você contratar e pagar tudo em dia, o empréstimo tende a melhorar seu score no médio prazo, porque demonstra capacidade de pagamento. O que destrói o score é atrasar, não contratar.
Posso quitar o empréstimo antecipadamente?
Pode e deve, se tiver condições. Por lei (CDC e Resolução do Banco Central), você tem direito à quitação antecipada com desconto proporcional nos juros. O banco recalcula o saldo devedor descontando os juros dos meses que não serão utilizados. Numa dívida de 24 meses, quitar no mês 12 pode economizar de 30% a 40% dos juros restantes.
O que acontece se eu atrasar uma parcela?
Multa de 2%, juros moratórios de até 1% ao mês, e se o atraso passar de 30 a 60 dias, seu nome vai para o Serasa e SPC. Além disso, o banco pode considerar o vencimento antecipado de todas as parcelas restantes — ou seja, a dívida inteira cai no seu colo de uma vez. Se estiver apertado, procure o banco antes do vencimento para renegociar. Esperar o problema crescer sempre sai mais caro.
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