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Ensinar dinheiro pra filho sem fazer dele um adulto chato

Ensinar dinheiro pra filho sem fazer dele um adulto chato

Pais pendem entre o moralismo do controle e o laissez-faire do conforto. Os dois extremos produzem adulto com relação difícil com dinheiro. Três livros que evitam isso.

Equipe Numerando8 min de leitura

Tem dois extremos que pais brasileiros experimentam, e ambos produzem adultos com relação difícil com dinheiro.

Extremo um: o pai cumpridor de deveres. Comprou cofre de porquinho, dá mesada controlada, ensina criança a separar 50% pra economizar antes de gastar, leva criança ao banco pra abrir conta poupança aos oito anos. Resultado típico: filho cresce ansioso com cada centavo, com dificuldade de aproveitar coisas, virou contador da própria felicidade.

Extremo dois: o pai "a vida é curta". Compra tudo o que filho pede pra evitar "trauma de privação". "Tem dinheiro guardado pra essas coisas". Filho cresce sem noção de custo, com dificuldade de poupar adulto, gastando como se dinheiro caísse do céu.

Os dois caminhos produzem adulto com relação ruim com dinheiro. A literatura brasileira de educação financeira infantil tende a apostar no primeiro extremo — virou pedagogia de controle. Você compra cofre lúdico, baixa app pra criança "gerenciar mesada", e ensina a poupar antes de ter desejos.

O resultado, em geração que cresceu com isso (geração dos pais millennials), é um adulto que sabe a teoria mas tem ansiedade financeira. Faltava outra coisa.

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As informações deste artigo têm caráter educativo e não constituem assessoria financeira, jurídica ou fiscal. Consulte um profissional habilitado para decisões específicas.