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Pensar aposentadoria aos 30 não é exagero — é sobrevivência atuarial

Pensar aposentadoria aos 30 não é exagero — é sobrevivência atuarial

A demografia brasileira é implacável: quem nasceu depois de 1985 não vai aposentar com o INSS sozinho. Três livros que apresentam o framework FIRE adaptável ao Brasil.

Equipe Numerando10 min de leitura

Você tem 30 anos hoje. Vai aposentar pelo INSS aos 65 — ou seja, em 2061. A relação entre contribuintes ativos e beneficiários do INSS em 2061, projetada pelo próprio governo, será de aproximadamente 1,5 ativo por beneficiário (em 2024 essa relação está em 2,3; em 1995, era 4,5).

Você ler essa estatística e dizer "o INSS vai falir" é tecnicamente incorreto — INSS não vai falir, governo cobre déficit com tesouro nacional. Mas "o INSS vai pagar muito menos do que paga hoje" é matematicamente certo. Seja por aumento de contribuição (Reforma Previdenciária #3, depois #4, depois #5), seja por redução de benefício (teto da aposentadoria caindo em termos reais), seja por aumento de idade mínima (você vai aposentar com 70+, não com 65), o sistema vai se ajustar. E o ajuste vai sair do seu bolso.

Isso não é catastrofismo. É leitura básica de demografia. Brasileiros entre 25 e 40 anos hoje têm dois caminhos: planejar pra complementar pesadamente o INSS, ou descobrir aos 60 que vão precisar trabalhar até morrer.

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